quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Serra de Monchique








A Serra de Monchique, situada extremo sudoeste de Portugal e noroeste do Algarve, atinge no seu ponto mais elevado, a Fóia, 902 metros de altitude. Associado a uma posição geográfica muito próxima do Atlântico e um sol de reflexos africanos, traduz-se num clima Subtropical Marítimo de Montanha.
Serra apresenta-se como um jardim botânico com mais de 1.000 espécies de plantas. Ainda que modificada com a implantação em regime de monocultura de eucaliptos ( Eucalyptus globulos ) e pinheiros bravos ( Pinus silvestris ), encontram-se significativas matas de sobreiras ( Quercus suber ), de castanheiros ( Castanea sativa ) e medronheiros ( Arbutus unedo ). Em menor quantidade, mas ainda presentes, comunidades de pinheiro manso ( Pinus pinea ), azevinho ( Ilex aquifolium ), carvalho de Monchique ( Quercus canariensis ) ou a famosa e rara adélfeira ( Rhododendron pontium ) entre muitas.
Zona importantíssima para a recuperação do lince ibérico, visto que á planos, para serem libertos alguns exemplares criados em cativeiro. Também zona estratégica para a conservação da águia-real, e da águia-imperial, e com uma importante população de gato-bravo.
Uma zona de beleza extrema, que infelizmente nos últimos anos tem sido castigada intensamente pelo fogo.

domingo, 11 de Outubro de 2009

The Dream of Tanganyika









Aquario: 120x40x50 240L Brutos
Iluminação: 2x 39watt´s
Filtragem: eheim 2028
bomba de circulação: sunsun 3000L/H
aquecimento: 2x 100 watt´s
Fauna:
8x cyprichromis leptosoma mupulungu ( 6 juvenis e dois adultos)
9x neolamprologus simillis
2x julidocrhomis transcriptus gombi

Flora:
x vallisnera Tiger
x Vallisnera Gigantea
x Demersum

Alimentação:
Microvermes
NLS
Sera Discus
Sera Flora
Artémia Liofilizada


Por hoje é tudo, irei actualizando conforme a disponiblidade.

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina







Tive a oportunidade de visitar o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, e após várias visitas, finalmente consegui trazer-vos algumas fotos do local.
O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina localiza-se no litoral sudoeste de Portugal, entre a ribeira da Junqueira em São Torpes e a praia de Burgau, com uma extensão de 110 km, numa área total de 74 414,89 hectares, correspondendo a área terrestre a 56 952,79 ha e a área marinha adjacente a 17 461,21 ha.
Além da beleza paisagística que a zona dispõe, é uma importante área de dispersão/residência da tão ameaçada Águia-Pesqueira (Pandion Haliaetus), nas arribas reproduzem-se espécies tão importantes como o falcão- peregrino (Falco peregrinus) e a gralha-de-bico-vermelho (Pyrrhocorax pyrrhocora). Ainda nas falésias destaca-se, por ser situação única no mundo, a nidificação da cegonha branca (Ciconia ciconia). Em toda a faixa costeira podem observar-se corvos-marinhos (Phalocrocorax spp), melro-da-rocha (Monticola solitarius) e peneireiro (Falco tinnunculus).
De facto uma paisagem de cortar a respiração.

terça-feira, 22 de Setembro de 2009

Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo





Este Verão tive o previlégio de visitar a Albufeira do Azibo, paisagem linda e de paisagem protegida.
A Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo (PPAA) está situada a 2 km da Cidade de Macedo de Cavaleiros e a 30 km de Bragança.
A Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo foi criada pelo Decreto Regulamentar n.º 13/99, de 3 de Agosto, constituindo uma área protegida de âmbito regional que tem como objectivos a conservação da natureza e a valorização do seu património natural, como pressuposto de um desenvolvimento sustentável e ainda a promoção do repouso e do recreio ao ar livre em equilíbrio com os valores naturais salvaguardados.
Em relação á sua fauna, pode-mos destacar o lobo-ibérico (canis lupus signatus), o gato-bravo ( Felis silvestris), a Toupeira-de-água ( Galemys pyrenaicus),a Lontra ( Lutra lutra, e a belissima Cegonha-preta ( Ciconia nigra)
Sem duvida um lugar a visitar.
Fica aqui o site: http://www.azibo.org/intro.html

quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

O Lobo-Ibérico na Beira-Alta









Desta vez vou falar um pouco sobre uma notícia reanimadora mas ao mesmo tempo preocupante.
No dia 28 de Março de 2007, no distrito de Viseu, ocorreu um ataque de lobos-ibéricos a um rebanho de ovelhas, o ataque deu-se numa quinta não muito longe da localidade (á qual não vou mencionar o nome, espero que compreendam). Segundo alguns populares o ataque deu-se durante a noite, quase de madrugada, resultando em 2 ovelhas mortas, e 5 feridas, ao certo nunca se apurou se o ataque foi de uma alcateia ou de um ou dois indivíduos.
O ataque deixou em alvoroço a população daquele local provinciano, visto que o lobo já não aparecia por aquelas paragens há muito tempo e temiam pelos seus rebanhos, o ganha-pão daquelas pessoas. Pairava um sentimento de injustiça, pois quem haveria de pagar os prejuízos causados?
Todos desconheciam a existência de um fundo monetário, criado para o pagamento dos prejuízos caso se comprove que o ataque foi provocado pelo lobo-ibérico (após a ida de um especialista ao local) e que o estado cobre por completo as despesas do veterinário, no caso de animais feridos e na morte restitui o valor do animal ao proprietário.
Deste ataque podemos apurar que o lobo-ibérico finalmente re-colonizou esta região, visto haver registos oculares de avistamento por parte de populares de lobos na serra á cerca de um mês, e registos de vocalizações de lobos na área, escutados por aldeões, e ataques posteriores realizados pelos lobos.
É preciso fazer um esforço suplementar para que o lobo sobreviva e se reproduza, porque como é do conhecimento geral, a situação do lobo-ibérico a sul do Douro não está nada fácil. Finalmente foi preenchida a lacuna na cadeia alimentar naquela região.
Relembrando a Lei n.º 90/88, o lobo-ibérico (canis lúpus signatus) é uma espécie completamente protegida por lei, sendo proibida a sua detenção, transporte comércio, ou caça e, ao qual o estado português, cobre por completo os prejuízos causados pelos mesmos.
O pagamento a este pastor, como de costume, levou imenso tempo a ser efectuado, levando ao todo 2 anos, até o dinheiro ser restituído.

Que o lobo continue a uivar por muitos mais anos, nesta região remota.


(um exclusivo aquariofiliaontherocks)

terça-feira, 25 de Agosto de 2009

Vale do Rio Tua- a harmonia Transmontana










Tenho o privilégio de todos os anos, poder visitar este troço do Rio Tua.
É uma paisagem sem igual, com águas límpidas e ricas em trutas.
Neste troço do rio, tenho o conhecimento da existência de lontras (Lutra lutra)por observação directa, da minha parte.
Também avistei algumas Águias-de-asa-redonda(Buteo buteo), e por pesquisa no site do ICNB, também nidificam por lá alguns casais de Águia de Bonelli(Hieraaetus fasciatus).
De facto um local a visitar.

segunda-feira, 17 de Agosto de 2009

A estepe




Para pessoas não habituadas á observação da natureza, a estepe pode aparecer como um meio monótono, sem vida e infinitamente menos atraente que a montanha e a selva. O tópico, como todos os tópicos é só uma aparência. As maiores biomassas, isto é, o peso de seres vivos por unidade produzem-se nas estepes do Serengueti, em África.
A estepe de cereais da Península Ibérica, em algumas zonas do Alentejo, com as suas abetardas, sisões, alcaravões, cortiçois, estorninhos, grous, petinhas, codornizes, perdizes, é mais rica em numero de indivíduos e em peso de matéria viva que qualquer montanha ou floresta da Península. Mas não há duvida que a vida se traduz também em som, não só em volume de matéria organizada. Neste aspecto, a torrente de gorjeios que se desprende do céu numa manha de Primavera, medido com um gravador, é também mais intenso e extenso que o conjunto dos cantos dos pássaros de qualquer massa florestal. Como é sabido até pelos meninos, os protagonistas do fantástico concerto das estepes são os alaudídeos especialmente as Calhandras e as Lavercas. Contudo, o que já não é tão conhecido é o feito “heróico”- deste o ponto de vista humano- de que os machos das Lavercas que cantam no ar, enquanto a fêmea incubam nos torrões, não só defende os territórios dos outros machos competidores, que actuam também como sinais vivos, como autênticos pilotos suicidas, para atrair sobre eles próprios o ataque do Falcão-peregrino ou do Ógea, que atravessam o céu como projécteis.

Texto retirado de: Cadernos de Campo- Passaros de Campo Aberto
Autor: Dr. Félix Rodrígues de la Fuente.